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21 de Outubro

Dia Nacional da Alimentação Escolar

A data chama a atenção de toda comunidade sobre a importância de uma alimentação saudável no ambiente escolar.


Por ser um ambiente formador, e acompanhar várias fases do desenvolvimento de uma criança, podemos considerar a escola como um ambiente privilegiado para a construção de hábitos saudáveis, inclusive a alimentação.


Todo o aspecto social e o papel incentivador do educador são fortes ferramentas para a inclusão de alimentos saudáveis e garantir aos alunos uma alimentação variada, e nutricionalmente rica.


Sabe-se que uma boa alimentação reflete diretamente no desenvolvimento da capacidade cognitiva dos alunos, melhorando seu rendimento escolar e impactando também em outras melhorias como prevenção de doenças, melhora na capacidade respiratória, aumento na qualidade do sono, dentre outras.


Pensando sempre no que se tem de melhor para cuidar da alimentação dos nossos alunos, preconizamos um cardápio colorido e equilibrado, com a oferta de alimentos in natura e minimamente processados e a redução significativa das preparações ultra processadas e processadas, preceitos trazidos pelo Guia Alimentar da População Brasileira (2014).

Ediely Mara de O. Cabral

Nutricionista - CRN 349576

alimentação do bebê a partir dos 6 meses

Os dois primeiros anos de vida são decisivos para o crescimento e desenvolvimento da criança e a alimentação tem papel fundamental em todo esse processo para a formação de hábitos e para sua saúde durante toda a vida.

Até os 6 meses, o leite materno é o alimento ideal para o bebê. Ele oferece tudo o que ele precisa para crescer e se desenvolver, sem necessidade de nenhum outro alimento, nem mesmo água. Além disso, através do leite materno, a criança tem contato com os sabores da comida consumida pela mamãe. Isso facilita a aceitação dos alimentos que ela passará a receber.

Quando a criança completa 6 meses de vida, inicia-se o processo de recebimento de outros alimentos, pois ela necessitará de mais nutrientes do que o leite materno sozinho oferece.

Para os primeiros alimentos oferecidos à criança, a consistência deve ser espessa, o que ajudará no desenvolvimento da face e dos ossos da cabeça, colaborando para a mastigação e a respiração adequadas. Sem isso, mais tarde, quando estes forem ofertados em pedaços maiores, a criança não saberá mastigar direito e poderá ter dificuldade em aceitá-los, engasgar-se e ter ânsia de vômito. Para que casos assim não ocorram, a criança deverá receber sua papinha amassada com garfo. À medida que for crescendo, sua alimentação será oferecida em pedaços pequenos e, depois, maiores. Alimentos macios em pedaços grandes também são bem-vindos para que a criança os pegue com a mão e leve à boca. Evite dar preparações líquidas e não use liquidificador ou mixer.

Esse processo deve ser evolutivo até que a criança esteja pronta para receber a alimentação como a da família e isso ocorre mais ou menos por volta dos 10 ou 11 meses de vida (caso todo esse processo descrito acontecer de forma natural e sem nenhuma intercorrência). No entanto, é preciso respeitar o tempo e a individualidade da criança.

Ediely Mara de O. Cabral

Nutricionista

CRN 349576


LEITURA PARA OS PEQUENOS

Sabemos que ler contribui para nosso desenvolvimento global, podendo abrir portas e ser o diferencial ao longo da vida. Pensando nisso, no Berçário, estamos realizando o projeto “Bebelê” com o objetivo de contribuir para o pensamento crítico, o gosto e o hábito pela leitura, o raciocínio, a interpretação de texto e para a habilidade de “ler o mundo” à sua volta, além de ser uma ótima maneira de estabelecer uma relação de afeto e carinho com nossos pequenos.

Através de leituras diárias, cantarolamos uma boa cantiga para nossos bebês, usando rimas, repetições e figuras de linguagem, como as metáforas, que é essencial e benéfico para o seu desenvolvimento.

As rimas das poesias, músicas e cantigas populares encantam as crianças. Cheias de ritmo, sensibilidade e musicalidade, as mesmas são perfeitas para apresentar aos pequenos a literatura e auxiliar na alfabetização infantil.

Embarque conosco no mundo das letras e surpreenda-se com as descobertas.

“Quando eu ainda não sabia ler, brincava com livros e imaginava-os cheios de vozes, contando o mundo.” Cecília Meireles


Jogo de Bola

Poema de Cecília Meireles


A bela bola
rola:

a bela bola do Raul.


Bola amarela,

a da Arabela.


A do Raul,

azul.


Rola a amarela

e pula a azul.


A bola é mole,

é mole e rola.


A bola é bela,

é bela e pula.


É bella, rola e pula,

é mole, amarela, azul.


A de Raul é de Arabela,

e a de Arabela é de Raul.

resiliência

Hoje, muito tem se falado em ser resiliente, mas o que isso significa?

A pandemia nos trouxe, de modo mais claro e generalizado, a noção de resiliência.

Resiliência diz respeito à capacidade de superar obstáculos, lidar de forma assertiva com mudanças indesejáveis ou momentos difíceis, resistindo à pressão de situações adversas.

Podemos desenvolver nossa habilidade em ser resiliente através de atitudes como:

- Ser mais flexível (avaliar diferentes pontos de vista, ajustar objetivos);

- Focar no aprendizado com as experiências negativas;

- Ter atitude positiva, pensar com otimismo, ou seja, focar na solução dos problemas;

- Manter-se conectado (entender qual é o seu limite e pedir ajuda, aceitar ajuda);

- Ser mais empático, mais tolerante com você mesmo e com o outro;

- Buscar canais para expressar emoções e aliviar tensão (um passatempo, atividades de relaxamento, dançar, ouvir música, cozinhar, meditar, desenhar, fazer atividades artesanais etc.);

- Aprender hábitos saudáveis (pensar, dizer e fazer o bem);

- Buscar ajuda profissional especializada quando necessário.

Deixa aqui seu comentário, suas dúvidas, que a gente vai dialogando sobre o tema! A Coordenação Pedagógica e Orientação Educacional ficam à disposição!


Patrícia Rodrigues Nascimento
Coordenadora Pedagógica Anos Finais e Ensino Médio

DICAS DE ALIMENTAÇÃO PARA CRIANÇAS AUTISTAS

Comemoramos no dia 2 de abril o dia Mundial da Conscientização do Autismo. O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é um transtorno do desenvolvimento que pode ser reconhecido por déficits clinicamente significativos e persistentes na comunicação social e nas interações sociais; déficits expressivos na comunicação não verbal e verbal; padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses e atividades. Dentre as alterações comportamentais presentes nos quadros de TEA, a literatura destaca a seletividade alimentar. A seletividade alimentar pode ser entendida como um comportamento alimentar que tem como característica principal a exclusão de uma variedade de alimentos.

Seguem algumas dicas para tornar a alimentação de autistas mais tranquila:

· A introdução de novos alimentos deve ser feita com cautela; nunca forçar a criança e pressioná-la, pois este momento deve ser leve e prazeroso;

· Facilitar a degustação de novos alimentos e promover formas lúdicas e divertidas para envolver a criança;

· A alimentação destes pacientes deve ser livre de contaminantes e agrotóxicos para proteger contra neurotoxinas, fortalecer o sistema imune e auxiliar na função intestinal;

· Muito importante que este trabalho seja realizado com nutricionista e psicólogo para um acompanhamento individualizado e especializado.


Até a próxima!

Sandy Borges
Estagiária de nutrição

SAÚDE EMOCIONAL DOS ADOLESCENTES NA PANDEMIA

Como psicóloga e mãe de adolescentes compreendo a dúvida dos pais sobre a saúde emocional dos filhos em tempo de pandemia. Não podemos minimizar os impactos do isolamento social na saúde mental e certamente temos que estar atentos para que esse isolamento não seja adoecido já que temos visto aumento de casos de ansiedade, depressão, obesidade entre outros nessa faixa etária.

O isolamento trouxe à tona dificuldades antigas de relacionamentos e potencializou o que antes era disfarçado pela correria do dia a dia, mas será que esse não deve ser o momento para repensarmos nossas relações?

Acredito que o mais prejudicial nessa fase seja o isolamento dentro do isolamento, ou seja pessoas isoladas na própria casa, adolescentes trancados dentro do quarto dia e noite, familiares que não se comunicam entre si, apenas com seus celulares, pessoas desatentas ao que estão comendo, vivendo um mundo irreal de internet, sem atividade física, sem propiciar formas de aliviar o estresse, repetindo modelos de convivências violentos e sem olhar para quem está ao lado.

Podemos enfatizar aspectos positivos para que possamos cuidar da saúde mental na nossa casa como momentos simples de conviver, não quero sugerir aqui um modelo estereotipado de família de propaganda de margarina, mas trazer uma reflexão sobre a convivência que a pandemia nos trouxe de volta. Com as pessoas mais próximas, podemos retomar relações perdidas, acompanhar as mudanças e desenvolvimento dos nossos filhos, podemos ajudar as crianças e adolescentes a serem mais pacientes, entender que não temos controle de tudo, a cooperar nas tarefas de casa, assumir responsabilidades pelos estudos, a lidar com frustrações, enfim lições que estavam esquecidas e que são tão importantes inclusive para o mundo pós pandemia. Não é tarefa fácil, mas talvez seja nosso maior desafio.

Acredito ainda que além da convivência em casa, os adolescentes sabem conviver e socializar através das redes sociais, inventam formas de “encontrar” com os amigos, conhecer pessoas novas, jogar em grupo. De certa forma isso é positivo nesse momento que não se pode viver isso presencialmente e os mantem socializando, mas a tecnologia deve ser usada de forma saudável e supervisionada.

Entendo que essa fase deixará danos, mas se soubermos lidar da melhor forma, (isso não quer dizer perfeita), se apostarmos na possibilidade de pais e filhos aprenderem juntos a enfrentar desafios, isso pode deixar também aprendizagem e crescimento.

Lizandra Teodoro de Azevedo
Psicóloga


Aproximação entre família e escola

Percebemos que há hoje um movimento da Escola em busca da parceria com os pais dos Alunos, o que já não era sem tempo, pois existem pesquisas mostrando claramente que o envolvimento dos pais na vida Escolar do Aluno produz melhorias nos resultados da aprendizagem.

Se observarmos os alunos que têm sucesso na vida escolar, vamos ter como um dado preponderante a participação e o envolvimento dos pais em todas as etapas da sua vida escolar, desde a educação infantil, passando pelo ensino fundamental, até chegar ao ensino médio, principalmente na mudança de um ciclo para o outro.

A comunicação dos pais com a Escola nesses momentos mostra ser eficaz e muito importante para que o aluno se adapte às mudanças com mais facilidade e rapidez, sentindo-se mais seguro proporcionalmente ao envolvimento da família com a escola. Conforme os ciclos escolares mudam, o aluno vai se aproximando cada vez mais da adolescência e começando a se afastar do ambiente familiar.

O aluno passa, então, a criar vínculos e a identificar-se com grupos de amigos da mesma idade, além de construir barreiras para se proteger. Neste momento, é de extrema importância que a comunicação e a confiança entre escola e família sejam coordenadas, pois só assim esse aluno passará por essa fase de uma forma mais tranquila.

Isso fará com que ele se concentre mais em seus estudos, tendo o mínimo possível de interferência das inseguranças que o cercam. Iniciativas da Escola em busca da construção do respeito e da confiança entre os profissionais da escola, a família e a comunidade são ferramentas eficazes na criação de relações sustentáveis de suporte à aprendizagem dos alunos.

Uma pesquisa da Unesco sobre experiências de interação família e escola constatou que os três efeitos mais importantes da aproximação com as famílias nas experiências constatadas foram: a incorporação das aprendizagens obtidas no contato com as famílias dos alunos, de modo a reorganizar práticas de gestão e pedagógicas; a ampliação da participação das famílias na vida escolar dos alunos e na relação com os agentes escolares; e a articulação de programas e instituições para ajudar a escola a apoiar os alunos em situação mais vulnerável.

A vida familiar e a vida escolar são simultâneas e complementares para a construção do indivíduo e não há como separá-las ou ignorar uma ou outra. É importante que pais, professores, filhos/alunos compartilhem experiências, entendam e trabalhem as questões envolvidas no dia a dia, sem se culparem pelos fracassos no caminho, mas, sim, compreendendo as dificuldades que cada um enfrenta na resolução dos problemas, tanto familiares quanto escolares.

Márcia Rodrigues dos Santos
Especialista em Psicopedagogia e Psicanalista